Rede de Saberes, Edição 2025

746 MINHA PESQUISA EM 180 SEGUNDOS De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Saúde Coletiva Autor(a): Amanda dos Santos Benvinda Coautor(es): Modalidade de Bolsa: Orientador(a): José Roque Junges TRANSIÇÃO DO CUIDADO NA ALTA HOSPITALAR PARA A REDE DE SAÚDE: PERCEPÇÃO DO PACIENTE E PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE A transição do cuidado na alta hospitalar para a Atenção Primária à Saúde (APS) constitui um processo central para garantir a continuidade da atenção e a integralidade do cuidado aos pacientes. Trata-se de um momento sensível, marcado por desafios relacionados à articulação entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS), ao fluxo de informações, à comunicação entre profissionais e ao preparo dos pacientes e familiares para o autocuidado. A problemática ganha relevância no contexto brasileiro, em que a sobrecarga dos serviços, a rotatividade de profissionais e a fragmentação dos fluxos de referência e contrarreferência dificultam a efetivação de um cuidado resolutivo e centrado no usuário. Do ponto de vista epidemiológico, estudos nacionais e internacionais apontam para taxas elevadas de reinternação em até 30 dias após a alta hospitalar, chegando a 18,1% no Brasil (Gheno et al., 2024). Esses dados indicam que a ausência de estratégias eficazes de transição compromete não apenas os resultados clínicos, mas também a sustentabilidade do sistema de saúde. Países como os Estados Unidos implementaram programas federais obrigatórios de redução de readmissões, resultando em diminuição significativa dos custos e melhora dos indicadores assistenciais (Harrison et al., 2014). No Brasil, a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNAHOSP) e a Política Nacional de Atenção Domiciliar (PNAD) reforçam a necessidade de articulação com a APS, porém ainda persistem lacunas no processo de integração em rede (Brasil, 2013). Sob essa perspectiva, a pesquisa busca analisar a percepção de pacientes, familiares/cuidadores e profissionais da APS acerca dos impasses enfrentados na transição do cuidado pós-alta hospitalar,

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