Rede de Saberes, Edição 2025

747 MINHA PESQUISA EM 180 SEGUNDOS De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre tomando como campo de investigação a Unidade de Internação do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre e as Unidades de Saúde da Família do município. O objetivo central é compreender como os diferentes atores envolvidos percebem os obstáculos e as potencialidades desse processo, a fim de subsidiar propostas que contribuam para fluxos mais seguros, efetivos e humanizados. JUSTIFICATIVA A escolha do tema está diretamente relacionada à experiência da pesquisadora como enfermeira hospitalista, função que envolve a elaboração de planos terapêuticos, rounds multiprofissionais e contato direto com pacientes em processo de alta. Essa vivência possibilitou identificar fragilidades na comunicação interinstitucional e na preparação de usuários e cuidadores para o retorno ao domicílio, além de evidenciar a sobrecarga da APS frente às demandas de pacientes complexos. A justificativa, portanto, repousa na necessidade de compreender de forma aprofundada os entraves que dificultam a continuidade do cuidado e propor alternativas que fortaleçam a integração entre hospital e APS. Mauro, Cucólo e Perroca (2021) enfatizam que o enfermeiro exerce papel fundamental no planejamento da alta e na coordenação da transição do cuidado, funcionando como elo entre os diferentes pontos da RAS. Contudo, a falta de protocolos integrados, a fragilidade na contrarreferência e o desconhecimento sobre fluxos organizacionais limitam a resolutividade das ações. Além disso, fatores sociais, como vulnerabilidades socioeconômicas e baixa escolaridade, interferem na adesão ao tratamento e na capacidade das famílias de assumir responsabilidades no autocuidado. REFERENCIAL TEÓRICO A literatura internacional destaca a transição do cuidado como prática estratégica para a redução de complicações e reinternações, tendo o enfermeiro como ator-chave nesse processo (Acosta et al., 2018; Weber et al., 2017). O conceito abrange ações de planejamento, comunicação, acompanhamento e monitoramento após a alta, com foco na continuidade da assistência. No Brasil, as políticas públicas apontam para a necessidade de articulação entre níveis

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