748 MINHA PESQUISA EM 180 SEGUNDOS De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre de atenção, mas ainda há fragilidades no que se refere à implementação prática e ao fortalecimento da APS como coordenadora do cuidado (Costa et al., 2020). A pesquisa adota como referência metodológica a fenomenologia e a hermenêutica (Gadamer, 1999; Giorgi, 2009), permitindo compreender os sentidos atribuídos por pacientes, familiares e profissionais às suas experiências de transição. A análise temática, conforme Braun e Clarke (2006), possibilitará identificar padrões de significados, bem como captar nuances das vivências singulares. METODOLOGIA O estudo é qualitativo, de caráter descritivo e exploratório. Serão realizadas entrevistas semiestruturadas com pacientes adultos (≥18 anos) que receberam alta hospitalar há até seis meses, seus cuidadores principais e profissionais de saúde da APS (médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários) diretamente envolvidos no processo de transição. A seleção seguirá o critério de saturação teórica, com previsão de 8 a 10 entrevistas por grupo. As entrevistas serão conduzidas de forma presencial ou remota, de acordo com a disponibilidade dos participantes, e gravadas mediante consentimento. A análise será conduzida em seis etapas: familiarização com os dados; codificação; identificação de temas; revisão e refinamento; definição dos temas finais; e redação do relatório interpretativo. RESULTADOS ESPERADOS Espera-se que o estudo identifique lacunas na comunicação entre hospital e APS, fragilidades no processo de contrarreferência, dificuldades enfrentadas por pacientes e cuidadores para seguir as orientações de alta, além da sobrecarga enfrentada por profissionais da atenção básica. Também é previsto o reconhecimento de boas práticas, como follow-up telefônico, telemonitoramento e planos terapêuticos multiprofissionais, que podem subsidiar propostas para fortalecer a rede de cuidados. Do ponto de vista científico e social, os resultados poderão contribuir para a qualificação da gestão do cuidado em rede, redução de reinternações evitáveis, fortalecimento da participação do paciente e cuidador, além da promoção de maior resolutividade da APS.
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