Rede de Saberes, Edição 2025

78 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Biológicas - Programa de Pós-Graduação em Biologia Autor(a): Carolina Cassel Coautor(es): Fernanda Rodrigue de Avila, Alexandro Marques Tozetti Modalidade de Bolsa: PROBIC FAPERGS Orientador(a): Victor Hugo Valiati HISTÓRIA EVOLUTIVA DE PHYSALAEMUS CARRIZORUM (ANURA, LEPTODACTYLIDAE) E AS OSCILAÇÕES CLIMÁTICAS HISTÓRICAS NO LIMITE SUL DA MATA ATLÂNTICA No estudo da história evolutiva das espécies, é essencial compreender seus padrões de distribuição na paisagem e os impactos de eventos geológicos e ambientais sobre tal estruturação geográfica. Nesse contexto, torna-se relevante identificar organismos sensíveis a essas variações. Os anfíbios são altamente suscetíveis a mudanças climáticas, representando modelos valiosos para estudos biogeográficos. O anuro Physalaemus carrizorum apresenta distribuição restrita à Mata Atlântica (MA) e ao limite norte do bioma Pampa. Esses biomas passaram por intensas transformações, resultantes de flutuações climáticas e processos geológicos, configurando-se como cenário ideal para investigação em biogeografia evolutiva. Diante do exposto, nosso objetivo foi avaliar a diversidade genética da espécie P. carrizorum no limite sul da MA. Para tanto, utilizamos tecidos musculares disponíveis no Banco de Tecidos do Levert - Unisinos. A partir dessas amostras, realizamos a extração do DNA com o método de salting- -out e amplificamos o marcador mitocondrial do gene 16S rRNA por meio da técnica de PCR. O sequenciamento foi realizado pela empresa Macrogen Inc. (Seul, Coreia do Sul). Avaliamos qualidade dos cromatogramas, editamos e alinhamos as sequências com o algoritmo ClustalΩ no software UGENE. Também geramos uma rede haplotípica pelo método median-joining no software PopART. A partir da análise de 27 amostras, estimamos uma diversidade haplotípica de 0,615 ± 0,088; e nucleotídica de 0,00315 ± 0,00059. A rede revelou quatro haplótipos (H1 a H4), conectados linearmente, sendo os extremos separados por quatro mutações. O haplótipo H1 (n=16) foi registrado predominantemente na região da Serra e encosta infe-

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