Rede de Saberes, Edição 2025

98 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Biológicas - Programa de Pós-Graduação em Biologia Autor(a): Bárbara Antonina Dávila Coautor(es): Vitor Luiz de Carvalho, Renan C. de Lima; Sérgio C. Estima; Maurício Tavares; Paula L. Canabarro; Silvina Botta; Liane A. Dias; Andrine P. da Silva; Derek B. de Amorim; Alanis Silva Melgarejo; Caio Ribeiro Soares-Oliveira; Eduardo Secchi; Salvatore Siciliano; Greicy F. Ruenes; Paula Baldassim; Carlos de Oliveira; Paulo H. Ott; Luciana Sonne; Ana C. Franco. Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Larissa Rosa de Oliveira VIGILÂNCIA DA INFLUENZA AVIÁRIA DE ALTA PATOGENICIDADE (IAAP - VÍRUS H5N1) EM MAMÍFEROS MARINHOS BRASILEIROS A crescente preocupação com a influenza aviária de alta patogenicidade vírus H5N1 no Brasil temorientado ações de monitoramento de aves migratórias e de criação comercial, principalmente após a mortalidade de leões e lobos-marinhos-sul-americanos (Otaria flavescens e Arctocephalus australis) ao longo da costa da América do Sul, durante o surto de 2022 e 2023. Contudo, a confirmação de novos casos de influenza aviária em uma granja comercial e em aves silvestres no Rio Grande do Sul em maio de 2025, reforçou a importância da manutenção de vigilância permanente desse vírus. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo realizar a testagem de mamíferos marinhos encontrados mortos (carcaças) ao longo da região costeira do Brasil, entre outubro 2023 e abril de 2025. Já foram percorridos 1.352km do litoral sul, sudeste e nordeste do Brasil, onde foram coletadas e analisadas 135 amostras, das quais 83 eram de pinípedes (lobos e leões-marinhos), 37 de cetáceos (baleias, botos e golfinhos) e 15 amostras de sirênios (peixes-bois-marinhos). Dos 135 espécimes analisados, 38 foram positivos para influenza A (20 pinípedes e 18 cetáceos). Apenas em oito espécimes foi possível chegar à confirmação do vírus H5N1, sendo seis de pinípedes e duas de cetáceos: cinco lobos-marinhos-sul-americanos (A. australis), um leão-marinho-sul-americano (O. flavescens), uma toninha (Pontoporia blainvillei) e uma golfinho-de-Clymene (Stenella clymene). As análises filogenéticas preliminares, por meio da comparação das sequências de

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