Rede de Saberes, Edição 2025

99 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre apenas dois espécimes de lobos-marinhos-sul-americanos (A. australis) coletados no Rio Grande do Sul, permitiram confirmar que as sequências do vírus H5N1 encontradas nesses espécimes eram muito similares a linhagem 2.3.4.4b dos pinípedes amostrados na costa do oceano Pacífico da América do Sul no surto de 2023. É importante salientar que se observou uma baixa carga viral na maioria das amostras testadas, o que pode estar relacionado, em alguns casos, ao estágio avançado de decomposição dos espécimes, o que dificultaria a detecção do vírus, que pode ter sido devido ao estágio avançado de decomposição que a maioria das carcaças se encontrava (44 espécimes em estágio moderado de decomposição e 16 em estágio avançado). A detecção desse vírus nos cetáceos é de grande importância sanitária, porque são animais aquáticos de vida livre e de difícil acesso, que torna quase impossível avaliar os sintomas do acometimento da infecção viral. Diferentemente dos pinípedes, não é possível observar sinais padrão da viremia, pois são 100% aquáticos, e quando mortos são geralmente associados à captura acidental, principalmente no caso de P. blainvillei. Nossos resultados sugerem a capacidade desse vírus de transbordar para outras espécies de cetáceos de hábitos costeiros e oceânicos, ainda desconhecidos como passíveis de infecção desse vírus na literatura científica mundial. Palavras-chave: Mamíferos. Pinípedes. Influenza Aviária. América do Sul. Saúde Única.

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