Rede de Saberes, Edição 2025

372 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Educação Autor(a): Ana Carolina Cavalari Volkveis Coautor(es): Modalidade de Bolsa: UNIBIC Orientador(a): Maria Julieta Abba A FORÇA QUE VEM DA TERRA: GÊNERO, TERRITÓRIO E EDUCAÇÃO NA LUTA DAS MULHERES INDÍGENAS DE COMUNIDADES GUARANIS DA BAIXADA SANTISTA/SP Este trabalho, vertente de uma pesquisa guarda-chuva intitulado “Sistematização internacional de experiências educativas indígenas para a interculturalidade e a cidadania global crítica” (CNPq-Universal) e coordenado pela Profa. Dra. Julietta Abba, tem como objetivo analisar as inter-relações entre mulheres indígenas de comunidades Guaranis da Baixada Santista/SP, educação e território, a partir da perspectiva do corpo como território político e material. Para tal, parte-se da análise dos processos históricos de colonização, que reverberam até o dia de hoje na forma como a mulher indígena é vista e tratada na fase atual da sociedade (Segato, 2016). Essas marcas coloniais impactam diretamente a questão de gênero nas aldeias e ajudam a compreender como o corpo feminino tem sido, historicamente, um espaço de controle, dominação e resistência. Nesse contexto, o conceito de corpo-território (Cabnal, 2010), emergente de epistemologias feministas latino-americanas e indígenas, torna-se central para explicar a relação física e cosmológica que há entre o corpo feminino e o território que ele habita e como, graças à intervenção de empreendimentos capitalistas, os processos de territorialização e desterritorialização agem como fatores de violência que desestabilizam essa relação codependente, impactando diretamente nas relações dentro das comunidades. Diante disso, ao articular saberes ancestrais e práticas educativas comprometidas com a vida e a memória coletiva, educar torna-se um instrumento político de resistência frente à exploração capitalista. A pesquisa apoia-se nos estudos de Lorena Cabnal (2010), que argumenta que a luta por território não pode ser dissociada da luta pela integridade do corpo, uma vez que ambos estão entrelaçados. Ademais, o trabalho baseia-se também nos estudos

RkJQdWJsaXNoZXIy MjEzNzYz