Rede de Saberes, Edição 2025

547 XXXII MOSTRA UNISINOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA De 29/09/2025 a 03/10/2025 Unisinos São Leopoldo e Porto Alegre coadune com seu discurso é contra o povo, devendo ser repelido, de modo que ameaçam a democracia. As redes sociais não são, per se, nocivas à democracia, porém o modelo de negócio das big techs, cujos algoritmos sobrelevam conteúdo provocativo para gerar engajamento dos usuários e, consequentemente, aumentar os lucros, não se mostra alinhado àquele regime; é contrário porque fomenta a radicalização progressiva da população. Para as big techs, o populismo é interessante porque lucrativo; para os populistas, o ambiente digital é um meio eficaz e barato de divulgação da sua mensagem. As consequências degeneradas desse modelo já apareceram no Brasil. Os dados estatísticos pesquisados indicam que os níveis de democracia do País caíram desde 2013, quando as redes sociais foram empregadas em manifestações que contribuíram para mudanças na política brasileira e, nalguma medida, para a ascensão do populismo no Brasil. A imbricação entre democracia e direitos humanos, que só prosperam naquela e em relação aos quais todos devem se comprometer, bem como o conteúdo do direito à liberdade de expressão, que não contempla manifestações antidemocráticas, leva à conclusão de que o STF exigiu, em suma, a reafirmação do compromisso das big techs com a democracia. Palavras-chave: Brasil – democracia – big techs – redes sociais – Supremo Tribunal Federal

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