123 Eixo VI - Diversidades, inclusão e diálogo com a sociedade Coord.: Viviane Weschenfelder Construindo uma Educação Inclusiva: O Papel da Formação Docente na Unisinos Thum, A.B; Weschenfelder, V. I; Von Hohendorff, R Unisinos; Formação Docente, formacaodocente@unisinos.br METODOLOGIA O trabalho de Formação Docente na Unisinos é permanente, com a formações colegiado Unisinos de forma intensivas de três a cinco dias no início de cada semestre, de forma presencial física. Durante os semestres ocorrem encontros de formação de forma presencial física ou remota. As formações são ofertadas considerando as demandas das diretorias de graduação e pós-graduação, decanos, coordenadores e professores. Em ambas as formações o tema inclusão se faz presente. No caso específico de apoio a docentes que possuem alunos com necessidades especiais matriculados na sua Atividade Acadêmica (A.A), são reuniões agendas com fluxo mais direcionado. Na Unisinos é o aluno que se auto declara em algum momento, o NAE cria uma tabela com as informações mais relevantes e encaminha para a formação docentes, coordenação de curso e para os professores envolvidos. No primeiro momento são realizadas reuniões entre o NAE a formação docente para entender cada caso e verificar a melhor forma de apoiar. Posteriormente são agendadas reuniões com o professor e a coordenação para o planejamento pedagógico. Nestas reuniões é sugerido um modelo de plano de ensino (ficha detalhada), deixando bem claro as competências mínimas que o aluno deve alcançar na A.A. A formação docente tenta se aproximar ao máximo do professor, dos estagiários que apoiam o aluno e da equipe do NAE. Aconselha-se o docente acolher e identificar qualquer mudança de comportamento nos alunos, para realmente o aluno receber a atenção que merece. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS A parceria estabelecida com o Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE) e as coordenações de curso reflete o compromisso sólido do setor de Formação Docente em fortalecer a prática docente, mediante um acompanhamento contínuo e de adaptações pedagógicas para atender às necessidades dos alunos. Esta experiência evidencia que a docência universitária para a educação inclusiva representa um desafio real para muitos professores. No entanto, é neste engajamento que surgem oportunidades para aprimorar a prática docente, tornando-a mais inclusiva e reafirmando um compromisso ético com as diferenças individuais. Assim, diante dos desafios da inclusão educacional, reconhecemos que o compartilhamento e a colaboração interdisciplinar e transdisciplinar são elementos fundamentais e constituem os pilares de uma educação verdadeiramente inclusiva, capacitando os futuros profissionais para atuarem em uma sociedade marcada pela diversidade e pluralidade. REFERÊNCIAS GARCIA, R.M.C. Política de educação especial na perspectiva inclusiva e a formação docente no Brasil. Revista Brasileira de Educação, v.18, n.52, p.101-119, 2013. WESCHENFELDER, Viviane. Formação e Acompanhamento Docente para a Educação Inclusiva na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Centro Virtual de Pedagogía Ignaciana - CPAL, 2022. https://pedagogiaignaciana.com/biblioteca-digital/biblioteca-general?view=file&id=3686:formacao-eacompanhamento-docente-para-a-educacao-inclusiva-n-a-universidade-do-vale-do-rio-dos-sinosunisinos&catid=8 RESULTADOS E DISCUSSÃO Nos últimos anos, temos observado um notável aumento no número de atendimentos, o que evidencia o firme compromisso da Unisinos com a inclusão universitária. Isso se traduz em um acesso mais amplo de pessoas com deficiência aos cursos oferecidos pelas seis escolas da instituição. Na sala de aula, os professores enfrentam algumas dificuldades, pois é necessário compreender as necessidades individuais de cada aluno, sem negligenciar a dinâmica da turma como um todo, pois na universidade o conhecimento é construído diariamente com o engajamento de todos os envolvidos. A formação docente e o Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE) trabalham para auxiliar os professores responsáveis pelas atividades acadêmicas a aprimorarem suas práticas de ensino. Isso é feito por meio de um processo colaborativo de acompanhamento e adaptação das estratégias pedagógicas conforme necessário. A partir de nossas experiências, observamos que o ensino universitário voltado para a inclusão educacional ainda é um desafio significativo para muitos docentes. No entanto, é essa mesma vivência que nos permite explorar novas abordagens para transformar a maneira como ensinamos, ampliando assim a dimensão formativa e promovendo um compromisso ético mais profundo com o acesso de um número maior de estudantes à universidade. Para auxiliar os professores, criou-se uma ficha de planejamento e acompanhamento de cada estudante com Necessidades Educativas Especiais – NEE, conforme a Figua1. A ficha é composta por uma breve introdução, dados de identificação, nome do aluno, do professor, da Atividade Acadêmica (A.A), o semestre, as competências da Atividade Acadêmica (A.A), competências essenciais que o aluno precisa desenvolver na A.A, bem como um cronograma das aulas com a identificação da data do encontro, os conhecimentos abordados com a turma, conhecimentos abordados com o aluno, estratégias metodológicas utilizadas para adaptação e Feedback da aula. INTRODUÇÃO A inclusão na educação e no ensino superior vai muito além de uma garantia de direito, é uma questão de justiça social, que é fundamental para edificar uma sociedade verdadeiramente justa, equitativa e inclusiva, onde todos têm acesso a oportunidades educacionais significativas para que cada estudante e educador consiga alcançar seu pleno potencial, com valorização e respeito, independentemente da origem étnica, cultural, socioeconômica, de gênero, habilidades físicas ou mentais e suas experiências. O objetivo é demonstrar a colaboração entre a Formação Docente e o Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE) com o intuito de melhorar o desempenho acadêmico dos alunos e fomentar a inclusão. Isso é feito através do fornecimento de suporte aos professores na criação de um ambiente de aprendizado o mais adequado possível para cada realidade vivenciada. Palavras- chave: Formação. Inclusão. Ensino. Figura 1 – Cabeçalho da Ficha de Acompanhamento Fonte: Formação Docente (2022). Figura 2 – Direcionadores do Processo Inclusivo Fonte: Formação Docente (2023) A ficha possui um espaço para registrar as técnicas e recursos de avaliação, identificando os instrumentos de avaliação de cada grau, os critérios para o desempenho do aluno, formato da avaliação, adaptações e o peso, além de comentários finais. Percebe-se que os professores que realmente utilizam a ficha e conhecem os direcionadores do processo (Fig.2), e a importância do conhecer, planejar, experimentar, avaliar e registrar, geralmente são mais acolhedores e o resultado tende a ser positivo tanto para o docente como para os alunos. Esses registros e as experiências muitas vezes são compartilhados com os colegas facilitando a atuação do docente em situações semelhantes ou novas. A colaboração atesta a importância do diálogo e da cooperação entre diferentes setores da instituição, visando sempre o aprimoramento do processo educacional dos estudantes.
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