VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

129 Eixo VI - Diversidades, inclusão e diálogo com a sociedade Coord.: Viviane Weschenfelder Gastronomia, educação e sociedade - Uma sala de aula inclusiva através do paladar Autores: Mariana Muniz Andrade de Souza Instituto gastronomico das Americas (IGA); POA- av. Oswaldo aranha 688 – Bonfim- Porto Alegre METODOLOGIA Foi dentro de minhas próprias experiências lecionando, onde venho desenvolvendo diversas estratégias para tornar efetivamente a gastronomia inclusiva, que pude encontrar a oportunidade de aplicar na prática os estudos construídos até aqui. Na Instituição são joão calábria onde tive a possibilidade de lecionar para grupos de adolescentes em situação de vulnerabilidade social, pude perceber através de aulas abertas e com debates e parcerias a possibilidade de melhorar os currículos e espaços dentro das salas de aula para melhor atender a todos, todos que tem direito a educação, e direito a cursar aquilo pelo qual sonham e se familiarizam.Na rede atendemos cerca de 45 alunos divididos em 3 turmas, desenvolvendo carreiras, gerando empregos dentro das periferias, e dando profissões a jovens recém saídos do ensino médio. Dentro da atual instituição IGA atendendo cerca de 96 alunos, dividos nos mais diversos grupos, autistas, disléxicos, imigrantes, mulheres,povos originários, pessoas negras, pessoas trans e das mais diversas classes sociais, foi onde pude quantificar e qualificar minhas teorias, aplicadas na prática, criando um ambiente onde o espaço de ensino se expande, e acolhe a todos. Laboratórios e monitorias que possam incentivar os alunos a docência, grupos de pesquisa entre nossos alunos brasileiros e imigrantes para trocas de experiência dentre outros trabalhos envolvendo leituras e grupos de livros. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS Em “ Ensinando pensamento crítico” Bell Hook nos diz; “ A pedagogia engajada produz aprendizes, professores e estudantes autônomos, capazes de participar inteiramente da produção de idéias.Como professores, nosso papel é conduzir nossos estudantes na aventura do pensamento crítico. Fico satisfeita em dizer que os resultados, das sugestões enquanto docente de algumas instituições, e algumas implantações já vêm sendo positivas em relação a criar possibilidades e espaços, cursos profissionalizantes com valores acessíveis estão em pauta, cursos rápidos que podem gerar renda já estão sendo utilizados, condições de pagamento para possibilidades financeiras melhores, acolhimento dentro de nossos espaços para comunicação facilitada, transcrições de apostilas em estudos de possibilidades ,professores intérpretes de libras e salas de aula acessíveis em pauta. REFERÊNCIAS DA ROCHA, Carla Pires Vieira. Comida, Identidade e Comunicação: a comida como eixo estruturador de identidades e meio de comunicação 2010. Disponível em: <https://www.bocc.ubi.pt/pag/rocha-carla-comidaidentidade-e-comunicacao.pdf>. FREIRE, Paulo Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa.Editora Paz & Terra; 74ª edição (23 setembro 2019) . LOVATTO, Ricardo. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais: orientações gerais e marcos legais. 2a Edição Brasília-DF MEC/SEESP 2006. 343p. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/direitoaeducacao.pdf>. GIROTO, Giovani ,PAULA, Ercília IMIGRANTES E REFUGIADOS NO BRASIL :uma análise acerca da escolarização, currículo e inclusão. Disponível em:ḡṩṩṏṛ⅜#ĉnjĥ•njpǯ #43•5570 1 #ẗ ʒṏæ•42 1 6] 480 2 •5353ů46ł 4•761 90 HOOKS, Bell. Ensinando comunidade: uma pedagogia da esperança. Editora Elefante; 1ª edição (18 fevereiro 2022) HOOKS, Bell Ensinando pensamento crítico: Sabedoria prática : Editora Elefante (1 setembro 2020) HALL, Stuart. Da Diáspora - identidade e mediações culturais RESULTADOS E DISCUSSÃO Diante das pesquisas que venho desenvolvendo através de entrevistas e questionários e minha própria experiência em salas de aula pude perceber o quão difícil é trazer essas necessidades para debates e salas de aulas, eu como mulher negra, fora de seu espaço de criação (nascida em são paulo) precisei me impor nos espaço para que pudesse ser ouvida, não só como mulher dentro de um estado machista mas como acadêmica dentro de espaços onde o Gastrônomo não é visto dessa forma, como parte de um sistema educacional, mas sim como parte de mão de obra. Ganhar esses espaços como pessoa negra não tem sido tarefa fácil. Pesquisa referente aos questionários citados Número de entrevistados: 30 Mulheres entre 19 e 40 anos ( mulheres trans, negras e mulheres brancas) Crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos INTRODUÇÃO O assunto abordado neste projeto, refere-se a dificuldade da amplitude dos cursos de gastronomia, a pouca ou quase nenhuma disponibilidade do curso para as minorias como :Imigrantes, mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência intelectual, deficiência física e pessoas economicamente desfavorecidas. O propósito aqui é levantar questionamentos e investigar possíveis soluções para uma maior expansão dos cursos de gastronomia , a carência de profissionais capacitados nesta área, e as possibilidades para torná-lo mais acessível economicamente, encontrar respostas e novos significados nos temas já propostos, para que alunos sejam eles de qualquer etnia, necessidades especiais e refugiados, tenham a oportunidade de avançar em um curso superior de Gastronomia que pode vir a proporcionar enriquecimento do conhecimento, laços com sua cultura e identidade e a possibilidades no mercado de trabalho, que fica cada vez mais exigente, mas não cria oportunidades para o todo. Com este trabalho pretendo compartilhar praticas pedagógicas desenvolvidas na docência em gastronomia com o objetivo de criar novos espaços e acessibilidade, inclusão e diversidade dentro das salas de aula dos cursos atuais, modificar os currículos para cursos futuros, ampliando seu alcance para atender os alunos que estão atualmente e historicamente excluídos deste ambiente da gastronomia no ensino superior. Acolher, dignificar e ressignificar Figura 1 - Alunos da rede são joão calábria, aulas preparatórias e palestra em parceria com SEBRAE-RS Fonte: Rede são joão calábria(2023). Entrevistados Número de pessoas Demandas e dificuldades Alunos com autismo 2( nivel 1 e 3) Socialização melhor, porém falta de monitores para auxílio Alunos com renda baixa 10 Dificuldades com os valores altos, principalmente com compras de uniformes, relatam falta de bolsas Alunos com deficiência física 1 Pouco equipamento adaptável. Alunos negros 2 Falta de representatividade, se sentem deslocados e não pertencentes Alunos trans 2 Alguns temos ainda permanecem machistas Alunos imigrantes 5 Limitação com o material, e poucos docentes que falam outra língua para auxiliar Alunas mulheres no geral 8 Material machista ainda, muito focado em homens chefs, poucas professoras mulheres.

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