27 Unisinos Porto Alegre – 5 de abril de 2024 O ensino superior continua sendo elitista, ao excluir boa parte dos moçambicanos, que não têm capacidade de pagar as taxas praticadas e pela localização das IES nos grandes centros urbanos. E, finalmente, a Educação Superior ainda não é para todos em Moçambique, não é para quem quer, mas é para quem pode estudar. Obrigado. ANA CRISTINA GHISLENI Obrigada, Júlio, pelas suas contribuições e essa, com certeza, não é uma conversa que se esgota aqui. É apenas o início de uma conversa, porque o que tu compartilhas conosco em termos de informação, em termos de análise e o contexto que tu nos trazes representa um avanço significativo na percepção, que é compartilhada por muitos, dessa ideia de uma conversa internacional que, durante muito tempo, esteve enraizada numa perspectiva muito eurocêntrica, numa perspectiva muito de “vamos olhar para questões já bastante consolidadas”, claro que ainda cercadas de muitos dilemas, de muitas discussões, mas que nos traziam referências muito prontas e que pareciam muito mais fáceis de serem seguidas, quase numa perspectiva prescritiva “vamos ver o que precisa ser feito para chegarmos a determinados pontos”. Acho que avançamos numa perspectiva de conversas internacionais, em eixos que trazem uma perspectiva de colaboração, uma perspectiva de outros entendimentos, de outras necessidades e de podermos avançar juntos na construção, na possibilidade de políticas públicas, na possibilidade de viabilizações sociais, econômicas e culturais que nos parecem muito promissoras. Está na hora da gente olhar para isso de um jeito mais comprometido, mais sério e boa parte da nossa conversa de hoje, nesse Congresso, passa justamente por isso, por esse papel que a Educação e a Universidade têm em diálogo com a escola e com outros espaços formais e não formais, escolares e não escolares e como a gente consegue deixar isso muito vivo e responsável na condução dos nossos processos. É muito bom te ouvir e poder compartilhar contigo esse cenário que traz toda essa necessidade de mobilização em termos de políticas educacionais sérias para que consigamos estabelecer um diálogo consistente com relação a todas essas desigualdades e ao enfrentamento dessas desigualdades, de uma maneira séria, que traga resultados importantes para a população.
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