29 Unisinos Porto Alegre – 5 de abril de 2024 Não é apenas um desejo meu que sejam revistas as formas de acesso ao Ensino Superior. Eu creio que é umdesejo de todas aquelas pessoas que cursaram Educação ou Filosofia da Educação, mas que, em princípio, não tenham passado por um processo político. Não que o político não pense nisso, mas, na maioria das vezes, os políticos têm outra perspectiva, tem outra visão sobre essas questões. Já existe agora outra visão, até porque temos um Diretor Nacional do Ensino Superior no Ministério da Ciência e Tecnologia. Já existe agora um desenho onde eu estou inserido. Cada universidade tem o seu vestibular ou o seu exame de admissão, então a tendência é criar um exame nacional para todo mundo fazer o mesmo exame. Acontece que ele é feito pelas universidades, por cada uma das universidades, o vestibular é feito olhando para um nível de formação da região Sul de Moçambique. Eu falo, não só de Maputo, falo de Gaza, onde se referiu a primeira interveniente e da província de Inhambane. Por quê? Porque nesta região Sul, as escolas primárias, as escolas secundárias, sobretudo as secundárias do nível dois, escola fundamental, têm a possibilidade de ter bibliotecas, laboratórios de química, de física, de biologia e têm alguns professores bem formados. Não digo que os do Norte não estejam bem formados, mas tiveram acesso ao ensino aqui da região Sul, quando estivermos subindo o país, seguindo para a região Centro, para a região Norte, sobretudo, a qualidade de ensino e de aprendizagem vai caindo significativamente, porque a maioria das escolas não têm laboratórios. Sobre a distância, a escola, com o nível um pouco mais elevado, fica um pouco mais distante em relação ao local de residência da população. As escolas primárias geralmente estão nas comunidades, em todas as outras comunidades, mas as escolas secundárias, elas se encontram em algum lugar cimeiro do distrito ou da cidade. Então, para quem está numa aldeia de 20 ou 30 km sem exagero, mas é isso, acontece. Os alunos tem que se deslocar para estejam próximo da escola. Ou então essa pessoa vive há uns 6, 7, 10 km da escola, tendo que realizar esse deslocamento para estudarem na escola fundamental. Já existe esse pensamento, essa política de elaboração de exames de admissão com as qualidades de formação adequadas por região, por exemplo, um exame de admissão próprio para a região Sul, um exame de admissão próprio para a região Centro e outro para a região Norte. Ainda é uma miragem, mas é uma coisa que está sendo pensada, porque ratear os exames do sul, eu vou chamar esse exame de do sul, significa dizer que um indivíduo formado no distrito
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