VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

35 Unisinos Porto Alegre – 5 de abril de 2024 É muito importante que tudo isso possa estar sendo compartilhado especialmente com essa nova geração que está estudando a educação e, provavelmente leu ou vai ler seus artigos e hoje pode entrar em contato e ouvir o professor Cury, a respeito do tema que foi proposto, nos próximos 45 minutos desta tarde, após farei uma intervenção em torno de 15 minutos e então abriremos um espaço para perguntas e respostas. Aproveitem bastante, essa oportunidade para interagirem e para discutirem os temas que estão lhes interessando. CARLOS ROBERTO JAMIL CURY Muito boa tarde a todas e a todos! É um prazer muito grande estar aqui na Unisinos nessa tarde, em Porto Alegre, cidade que eu conheci em 1963, vocês não eram nem nascidos. Eu quero agradecer ao professor Artur, à professora Ghisleni, à professora Daianny, pelo honroso convite de estar aqui com vocês nesse VIII Congresso Internacional de Educação. É um prazer muito grande! Fiquei pensando muito, por que queriam que eu viesse presencialmente? Porque, depois da pandemia, a gente ficou meio que acostumado à telinha, não é? A presencialidade traz determinadas virtualidades que a telinha não tem, não vai dar para conhecê-los e conhecê-las, mas, desde logo, sintam-se à vontade, durante a minha exposição ninguém precisa reprimir a língua. Eu vou falar sobre a questão da gestão democrática, porque é um programa que tem a ver com Gestão e vou falar também sobre a gestão democrática no âmbito do Sistema e do Plano Nacional de Educação. Acho importante dar alguns pressupostos quando a gente fala sobre esse assunto. O primeiro pressuposto, que para mim é o pressuposto fundamental, é de que todos e todas nós quando assumimos algo em Educação, temos um contrato com o direito à Educação. A Educação só tem sentido, não pelos professores e pelas professoras, o sentido dos professores e das professoras só existe porque há alunos e alunas. Por isso, esse contrato com a educação é um contrato de base e as coisas que eu vou tentar desenvolver girarão em torno disso. Ao lado desse pressuposto fundante e fundamental, há outros para se entender, no caso do Brasil. Em primeiro lugar, nós somos um país extremamente desigual. É só nós pegarmos além das nossas vivências e isso não é diferente em Porto Alegre. Em Belo Horizonte, ao lado de um bairro extremamente bem situado, você tem aglomera-

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