VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

48 ANAIS DO VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS Eu queria fazer duas ponderações, uma mais geral, depois outra, mais específica e abrir para interação com o público presente. É interessante dar uma olhada na produção acadêmica do professor a respeito, por exemplo, da História dos Planos de Educação. Nem sempre planos nesse sentido que a gente tem agora, mas às vezes, uma tentativa de organizar a Educação brasileira, o senhor, trouxe algumas vezes, eu estava comentando antes aqui do nosso encontro. A primeira experiência que o Professor Cury relata é de 1823, então agora me dei conta que ela tem 201 anos e foi um fracasso também. Não conseguiu ir adiante, o senhor cita problemas no Legislativo da época também, isso ainda no Brasil Império, o Brasil República também não chegou a ver um plano efetivo e, no governo Vargas, imagina, conseguirammontar o Plano Nacional de Educação! Quando estava no Congresso Nacional, ele acabou ficando numa gaveta empoeirada e não foi retomado. Depois, a própria criação da LDB, de 1961, de certa maneira, refletiu um pouco algumas ideias e tivemos um plano de 2001/2010 que é pós-LDB, professor Cury, mas que também acabou não servindo de guia de referência em grande parte porque tinha toda essa questão “de onde sai o dinheiro”, questão de financiamento. Reparem no detalhe de que tem um artigo do professor Cury que é de 2010, falando do novo Plano Nacional de Educação que, provavelmente, seria 2010/2020 e a gente sabe que o plano é 2014/2024, então aqui também tem uma história, imaginava-se que iria ter então uma troca de plano 2001/2010 para 201/2020 e ficamos quatro anos ali, só em 2014 e agora nesse ano que está vencendo. E agora nós estamos falando de um plano na imprensa e quem participou do Conae fala, é plano 2024/2034. Não vai ser 2024, a gente já sabe disso. O nome já vai ser diferente. Então, na melhor das hipóteses, professor Cury, é um plano de 2025/2035. Na melhor das hipóteses, mas quem olha para trás e vê que houve um adiamento de quatro anos no último plano, não é? Fica um pouco receoso, professor Cury, sua recuperação desses movimentos leva a uma constatação de que é muito difícil fazer um plano e muito mais ainda de fazer com que ele seja cumprido. Podemos dizer que estamos à beira de fazer uma nova aposta no futuro, há pessoas participando ou que participaram de congressos sobre isso, com a sua experiência e sabendo que o senhor é um educador e, portanto, sempre está vendo que não é no desespero, quem vive no desespero não pode nem ser professor, sempre tem que estar apostando que há uma luz no fim do túnel. Mas a pergunta que eu lhe faço é essa: com toda a sua vivência, olhando para trás, para esses 200 anos de tentativas, o que o senhor acha que a gente

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