VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

100 Eixo IV - As tecnologias digitais e as práticas pedagógicas inovadoras Coord.: Caroline Medeiros Martins de Almeida "Construindo a Cidadania Digital: A Importância do Letramento Digital Crítico na era da Cibercultura" Autora: Tais Fabiola Gonçalves Coautora: Luciana Maines da Silva UNISINOS E-mail: atendimento@unisinos.br METODOLOGIA Fonseca (2002) relata que “qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto”. O método utilizado é fundamentado em uma revisão da literatura, estratégia essencial para compreender em profundidade as discussões atuais acerca da cibercultura, cidadania digital e educação. Este processo metodológico envolve a seleção e análise de fontes acadêmicas, como artigos e livros, acessadas principalmente através das bases de dados CAPES e BDTD. A pesquisa foi direcionada por termos de busca específicos, visando identificar publicações que oferecessem insights relevantes para a temática central do estudo. Os termos usados para a busca desta pesquisa fora: “letramento digital”; “cidadania digital”; cibercultura; “políticas públicas”; “educação básica”. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS A investigação sobre o tema, trouxe a discussão quanto ao entrelaçamento da cibercultura com o âmbito educacional, enfatizando o papel crucial do letramento digital crítico para a cidadania digital. Necessitamos de formações pedagógicas que desafiem a criticidade, quanto a incidência da desinformação reproduzida no contexto digital, dessa maneira experimentaríamos um espaço de discussão sobre veracidade e verificação de fatos, impulsionado a construção de uma transformação digital no meio educacional. Enfatizamos a necessidade de projetos e práticas pedagógicas que integrem efetivamente o letramento digital, considerando-o fundamental para a formação de cidadãos capazes de navegar com criticidade no ciberespaço. Este trabalho contribui significativamente para a compreensão dos desafios da educação na era digital e sugerindo caminhos para o aprimoramento da educação, quanto a libertação crítica, diante da crescente influência da cibercultura e da disseminação da desinformação. REFERÊNCIAS DUDENEY, G.; HOCLY, N.; PEGRUM, M. Letramentos digitais são paulo: parábola editorial, 2016. Eli Pariser (2012, p. 15) PARISER, Eli. O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. FREIRE P. _O processo de alfabetização política. Revista da FAEEBA, Salvador, n. 7, p. 1932, jan./jun.1997 LEMOS, A. C. Cibercultura: alguns pontos para compreender a nossa época. In: ___.; CUNHA, P. (Org.) Olhares sobre a cibercultura. Sulina: Porto Alegre, 2003. LÉVY, Pierre Cibercultura São Paulo: Editora 34, 1999 LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 1994 KAKUTANI, M, A morte da verdade: notas sobre a mentira na era Trump. 1 ed.- Rio de Janeiro, 2018. RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo Eli Pariser (2021) os filtros que existem nas redes, minam os principais estímulos para aquisição de novos conhecimentos, dessa maneira continuamos a buscar informações que corroboram com a nossa opinião pessoal, nos colocando em bolhas cheias de desinformação. Revelando que, diante do avanço tecnológico e da propagação das redes sociais, emerge uma demanda urgente por estratégias educacionais que não apenas abordem a desinformação, mas que também promovam habilidades críticas e de análise de mídia entre os estudantes Levy (1999) coloca que qualquer estratégia educacional futura precisará levar em consideração a necessidade de reformulações nas políticas públicas, com uma inclinação para práticas que incentivem o questionamento e a reflexão crítica sobre as informações consumidas digitalmente. Dudeney (2016) destaca a importância do letramento digital como competência, de maneira que capacite os alunos a navegarem com discernimento, criticidade e responsabilidade no ciberespaço. . INTRODUÇÃO Segundo Pierre Levy (1999, p. 22) vivemos uma experiencia antropológica inédita, a transformação digital, marcada pela era da informação e pelo advento das redes sociais, revolucionou a forma como acessamos, compartilhamos e interagimos com o conhecimento. Neste cenário, de acordo com Lemos (2003) a cibercultura é entendida como uma configuração sociocultural emergente da simbiose entre sociedade, cultura e as novas tecnologias, que desafia as tradicionais categorias de pensamento e produção do conhecimento. Seguindo essa linha de pesquisa, a educação necessitaria acompanhar o ritmo acelerado das redes digitais e criar propostas robustas para o fomento do letramento digital crítico. O objetivo deste estudo é se debruçar sobre a importância da construção de uma cidadania digital, marcada atualmente pelo necessidade de projetos eficazes e compromissados na área da educação. Contextualizando com a alfabetização bancária e a libertação social, lembremos de Paulo Freire (1997, P.24): [...] do ponto de vista da libertação, o processo de alfabetização é um ato de conhecimento, um ato criador, no qual o iletrado, tanto como o seu instrutor, desempenha o papel de sujeito conhecedor. Os iletrados não são considerados como “recipientes vazios” ou como simples recipientes. Não são considerados como marginais que devem ser recuperados, mas como homens que estão impedidos de ler e de escrever pela sociedade na qual eles vivem, homens dominados, privados do seu direito de transformar o seu próprio mundo. Os processos educacionais deveriam elaborar propostas que se debrucem no sentido do letramento digital crítico, pois atualmente é perceptível o nível de iletrados digitalmente por meio do movimento de massas e bolhas que reverberam desinformações. Segundo Kukatani (2018) o valor de hoje é o algoritmo, quem domina as bolhas e as massas nas redes, domina o dinheiro e a política. Dessa forma, quanto mais iletrados digitais existirem, mais dominados e privados do nosso direito de transformar o mundo.

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