VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

105 Eixo IV - As tecnologias digitais e as práticas pedagógicas inovadoras Coord.: Caroline Medeiros Martins de Almeida LAB DA LONGEVIDADE - Um laboratório em VR (realidade virtual) para ensino na prática de cuidadores de idosos Nome da autora: CARINE ALALAN Orientadora: Cláudia de Salles Stadtlober UNISINOS - Mestrado em Gestão Educacional – carinealalan@gmail.com METODOLOGIA A metodologia escolhida será a qualitativa (GIL, 2010) por dar ênfase na compreensão aprofundada e interpretativa de fenômenos complexos. Ao adotar essa perspectiva, buscase explorar os contextos sociais, culturais e individuais por meio da coleta e análise de dados não quantificáveis, permitindo uma compreensão mais rica e contextualizada dos fenômenos em estudo. Para organizar esse estudo, será utilizada a análise documental, pesquisa descritiva e entrevistas semiestruturadas, compondo então um olhar abrangente sobre o tema, considerando diversos olhares e diferentes atores para possibilitar uma experiência viva a quem não pode desfrutar de um espaço físico, mas pode aprender de forma digital a transformar lares em espaços de vida e autonomia. CONSIDERAÇÕES FINAIS A possibilidade de estudar, pesquisar e tentar compreender o envelhecimento como uma fase da vida em que haja descobertas e ressignificados, poder pensar em formas de qualificar quem cuida como propulsor de vida e trazer o digital para possibilitar acesso à tudo isso, tem sido desafiador, mas também transformador. O envelhecimento por muito tempo não foi valorizado e nem discutido por ser visto como o início do fim, no entanto, o fenômeno demográfico do envelhecimento tem aberto inúmeras possibilidades de redescobertas para essa fase da vida, transformando o envelhecimento em início de uma nova etapa da vida, mudando então a perspectiva de mundo. Com mais idosos, necessita-se de mais cuidados e para isso mais cuidadores que estejam qualificados para o desempenho pleno desta profissão. Um espaço prático para o desenvolvimento dessas habilidades não é decisivo para uma qualificação de excelência, mas oportuniza a esses profissionais um preparo vivencial para os desafios que encontrarão pela frente. REFERÊNCIAS Gil, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 2ª.Ed. São Paulo, Atlas, 2010. Kalache A. The Longevity Revolution: Creating a society for all ages. Adeleide Thinker in Residence 20122013. Adeleide: Government of South Australia; 2013. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_cuidados_pessoa_idosa.pdf SEFTON, Ana Paula; GALINI, Marcos Evandro. Metodologias ativas: desenvolvendo aulas ativas para uma aprendizagem significativa. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2022. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 10 mar. 2024. MORIN, Edgard. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000. RESULTADOS E DISCUSSÃO Por tratar-se ainda de um projeto de qualificação, cabe aqui a discussão sobre esse cenário transformador do envelhecimento e os desafios do cuidado para essa população que só cresce. O presente estudo que visa entregar o projeto LAB da Longevidade em realidade virtual como modelo de laboratório para esta área, trará um enfoque de instrumentar o cuidador com práticas que promovam a manutenção e o desenvolvimento da autonomia do idoso. O LAB da Longevidade parte de um cenário residencial, por ser o principal contexto de atuação do cuidador de idosos, mas para escolher os elementos que estarão presentes nesse projeto será feito um cruzamento entre o plano de curso do curso Cuidador de Idosos e a interpretação do Guia de cuidados para a pessoa idosa implementado pelo Ministério da Saúde em 2023, parte das ações que compõem a estratégia global proposta pela OMS ‘Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030)’. Para aprofundar ainda mais este estudo, será realizada uma visita à um espaço referência no cuidado ao idoso e entrevistas dirigidas com arquiteto, pedagogo, cuidador de idosos, gerontólogo e um idoso. Cada um dos entrevistados dará ênfase ao olhar da sua profissão e caberá ao idoso considerar os aspectos éticos e emocionais. INTRODUÇÃO O ensino e aprendizagem estão intrinsecamente ligados, são evidenciados em tempos antigos e vem se transformando com a necessidade de superar a fragmentação do conhecimento para capacitar indivíduos a enfrentar desafios contemporâneos de forma reflexiva e aberta. Abordagens como a de Morin (2000) propõem essa superação, analisando a educação dentro do contexto social e histórico, com ênfase no trabalho como princípio educacional, na teoria da prática e na visão dialética da educação, visando formar indivíduos críticos e conscientes. O envelhecimento da população, uma tendência global (Kalache, 2013), é um fenômeno multifacetado resultante de avanços na medicina, melhores condições de vida, diminuição das taxas de natalidade e aumento da expectativa de vida. Diante disso, abordagens colaborativas são necessárias para enfrentar os desafios e maximizar as oportunidades associadas a essa mudança demográfica. Figura 2 – O Brasil Envelhece Fonte: Agência Senado Figura 1 – Triangulação Fonte: Própria autora Ao final do trabalho, deseja-se ter um modelo em VR com aplicabilidade em uma escola profissionalizante da área da saúde, com cenários controlados e diversos que possibilitem o desenvolvimento profissional do cuidador de idosos, trazendo possibilidades de práticas que promovam a autonomia do idoso transformando o espaço de convivência em espaços de aprendizagem, o idoso em professor, o cuidador em aluno e vice versa numa construção colaborativa.

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