VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

38 ANAIS DO VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS tenho todo o material e já comecei a pesquisar, mas ainda não posso trazer nenhuma conclusão. Futuramente, eu hei de trazer. Pois bem, então, em função desse caráter tardio da oferta da nossa educação escolar enquanto uma educação nacional, que é da Constituição de 1934, quando se impôs a gratuidade e a obrigatoriedade da instrução primária de quatro anos, é neste momento que a gente começa a pensar em algo como Sistema ou como Plano, mas sempre tendo essa discussão muito intensa a respeito do federalismo. Quem fica com o quê? Quais são os recursos que vão para um? Quais são os recursos que vão para outro? E ao mesmo tempo, essa desigualdade e essa diversidade incorporou-se na escola que passou a ser gratuita e obrigatória para todos sem exceção, gratuita no setor público. A História da Educação traz um conceito que é muito trabalhado, que é o da dupla rede, uma rede que conduz para a formação de elites e uma rede que conduz à formação para mão de obra ou simplesmente sem educação? Isso é desde os nossos inícios. Eu estou falando aqui numa instituição jesuítica, não é? Vocês sabemmuito bem que durante cinquenta anos, os jesuítas forammuito voltados para o ler e o escrever, o contar das comunidades indígenas, mas depois de cinquenta anos, mudou, nós temos a formação do sistema privado, do sistema público e assim por diante. Quando a gente lê as estatísticas de 1930, é alguma coisa de estarrecer. Para vocês terem uma ideia, em 1932, no Brasil, formavam-se no ensino secundário, seiscentas pessoas. Formavam-se seiscentas pessoas no ensino secundário. Dou aqui um exemplo de família: eu sou o caçula de sete irmãos. Quando omeu irmãomais velho concluiu o ginásio, meu pai deu uma festa, porque era o filho de um imigrante que concluía o ginásio. Concluir o ginásio era o que hoje corresponde, mais ou menos, a um doutorado, capaz de abrir portas para várias profissões, para a prossecução de estudos. Em função disso, começa-se a pensar: será que isso pode continuar assim? Será que isso tem que continuar assim? Educadores, educadoras que se empenharam em ver esta realidade começaram a pensar que é preciso fazer algo que coloque o Brasil, digamos, junto com a Argentina, junto com o Uruguai, junto com o Chile, nossos vizinhos aqui, mais de vocês, que enquanto nós formávamos seiscentos alunos, eles formavam muito mais. Todo o mundo. Em função disso é que se começa a pensar e aí nós chegamos nos dias de hoje, então agora eu vou dar um salto enorme e chegar nos dias de hoje. Nós temos hoje, na pauta do Congresso Nacional, duas leis importantíssimas em tramitação: a lei do Sistema Nacional de Edu-

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