VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO UNISINOS

57 Unisinos Porto Alegre – 5 de abril de 2024 a desigualdade precisa ser superada e isso leva a que, o outro lado também assuma uma condição, muitas vezes, de vitimizado, o que o conduz muitas vezes a uma autoestima baixa e coisas semelhantes. Eu não vejo possibilidade. É claro que nós vamos continuar a trabalhar nas escolas com a questão da igualdade, da tutela, das diferenças, do resguardo, das diversidades, do respeito, do reconhecimento etc., mas eu vejo isso como algo que fica pendente de uma melhor resolução da questão da redistribuição da renda e realmente de algo que só a escola pode fazer, que é a desconstrução da discriminação e do preconceito, não há outro lugar. Tem as igrejas? Tem os clubes? Não! Não tem. A escola é o último lugar na sociedade atual, é o último lugar que você tem algo sistemático, sistêmico, permanente quatro horas por dia, cinco vezes por semana. Não há outro lugar. Não há outro lugar, podem levantar o que vocês quiserem, “ah não, mas o sujeito frequenta a igreja etc.” ajuda, pode ser, mas às vezes desajuda e frequentar clube ajuda, mas às vezes desajuda, agora, a escola tem essa função, e nisso a nossa legislação é ultra-avançada, com relação ao bullying, com relação à mulher, com relação a todas essas modalidades da Educação Básica. Eu vejo dessa maneira, o Brasil tem uma desigualdade atávica e que se faz acompanhar de uma discriminação e isto, então, acaba se revelando nesses dois polos que você falou. “Mas você é o professor, você está sendo pago para eu poder ter isso ou aquilo”, “então você precisa me dar nota para eu passar”. “Não, mas você não cumpriu as regras do jogo”. Eu creio que nas escolas particulares, sobretudo, é preciso haver um código de ética que seja pactuado com os pais e com os estudantes. Um código de ética, e eu acho que esse código precisa ser trabalhado no início de cada ano com os pais e com os estudantes para alertar a respeito destas coisas que têm a ver com o preconceito, com a discriminação e com a não tutela da diversidade. E no âmbito da escola pública, o que você precisa é realmente ter espaços em que você possa trabalhar a questão da cidadania cognitiva e da convivência social, embora eu continue achando que quatro horas é pouco para você poder valorizar a figura do professor hoje muito, muito, muito desvalorizada. Ela é muito proclamada, mas ela não é efetivada. Eu estou às ordens! ROSANGELA FRITSCH Professor Cury, eu queria emmeu nome, em nome de muitos provavelmente, agradecer por essa presencialidade, porque ela tem

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