69 Eixo I - Currículo, docência e políticas educacionais Coord.: Daianny Madalena Costa ESTÁGIO DE DOCÊNCIA: FORMAÇÃO CONTINUADA RELATO DE EXPERIÊNCIA Regina Anzolch Crestani e Patrícia Martins Fagundes Cabral Universidade Vale do Rio dos Sinos – POA, reginaacrestani@gmail.com patriciamf@unisinos.br METODOLOGIA A abordagem metodológica é sustentada na andragogia (teórica-vivencial, presencial ou remotamente), visto que esse princípio envolve autonomia, experiência, relevância, orientação para soluções de problemas e por motivação intrínseca. Portanto, ela se concentra em criar ambientes de aprendizado que atendam às características e necessidades específicas dos alunos, promovendo a participação ativa, a autonomia e a aplicabilidade do conhecimento. A metodologia de ensino e aprendizagem do GIL constituem em aulas expositivas dialogadas; debates; dinâmicas de grupo; leituras orientadas; pesquisa e resolução de problemas; seminários. Tendo por suporte a utilização das metodologias ativas como sala de aula invertida, estudos de caso, vídeos, entre outros . RESULTADOS E DISCUSSÕES Apesar de toda bagagem que acumulei em 30 anos, ter trabalhado com alunos da graduação foi diferente, principalmente, com estudantes do GIL. Experiência nunca vivida e que me fez estudar e buscar auxílio da professora titular, da humildade, do desprendimento em assumir o papel de aprendiz. Ter escuta ativa, embasamento teórico, domínio de conteúdo e experiência profissional, foram fundamentais para agregar ao processo de ensino e aprendizado dos alunos do GIL. Pensar, refletir sobre Estágio de Docência como formação continuada, é fundamental para os profissionais que pensam em seguir a carreira de docente, independente do nivelamento, da etapa. O respeito, a ética, a maturidade, a segurança, a transparência, a resiliência, a criatividade, devem fazer parte do perfil do docente. No nosso ofício é importante ter no radar que os estudantes aprendam a aprender, instigando o protagonismo, desenvolvendo a autonomia, para “[…] ajudá-lo a tornar-se cidadão crítico, reflexivo, justo, eficaz nas suas ações e consciente de sua importância na sociedade”. (Meier & Garcia, 2007, p.23). “O propósito do líder não apenas implica mudanças em sua trajetória pessoal e profissional mas, também, gera impacto social”. (Becker e Cabral, 2017, p. 84). Ademais os alunos do GIL, da UNISINOS, estão inseridos em uma instituição jesuítica que prima pelos valores e suscita a prática da liderança das relações, como a autoconsciência, a inventividade, o amor e o heroísmo. (Becker e Cabral, 2017). •A autoconsciência é a capacidade de reconhecer que seu desenvolvimento pessoal decorre do desenvolvimento dos seus pares, de reconhecer com precisão as próprias emoções, pensamentos e valores e como estes influenciam o comportamento. Envolve o conhecimento de si mesmo, de seus pensamentos, sentimentos e experiências. •A Inventividade pode ser vista como um traço essencial para a inovação e progresso em diversos campos, como ciência, tecnologia, arte, design e negócios. Segundo Becker e Cabral (2017), pessoas com alta inventividade são capazes de pensar fora da caixa, encontrar novas abordagens para problemas existentes e criar algo que ainda não foi visto ou pensado. Como pontos fortes, se destacam o planejamento, organização, controle, criatividade e inovação. • O Amor é a expressão do afeto conquistado, construído ao longo curso em decorrência da relação de carinho estabelecido entre os colegas e com seus professores e coordenadores. (Becker e Cabral, 2017). •Heroísmo, valor sustentado pela ética e maturidade em receber, acolher e enfrentar novos desafios. CONSIDERAÇÕES FINAIS Resumo minha reflexão sobre o meu estágio de docência junto a Oficina de Liderança do GIL, em duas palavras: instigante e desafiador. Tive muito aprendizado, visto que trabalhar com grupos de alunos do GIL, de uma rede que segue as doutrinas jesuíticas, estudantes de alta performance, recém inseridos no Ensino Superior e que estão em busca de um lugar ao sol, de se tornar grandes líderes no mercado, foi um desafio. Instigante, devido ao movimento constante de ir ao encontro das necessidades e interesses dos alunos, levando em consideração que cada um está construindo sua própria trilha de aprendizado, com foco no seu futuro. “As pesquisas atuais da neurociência comprovam que o processo de aprendizagem é único e diferente para cada ser humano, e que cada pessoa aprende o que é mais relevante e o que faz sentido para si, o que gera conexões cognitivas e emocionais”. (Bacich & Moran, 2018, p. 2). Liderança, fomenta a cidadania por engajar as pessoas. Ser líder é ser agente de mudança social, e suas ações, quando orientadas por um propósito ético e de alteridade, permitem a construção de significado no trabalho desenvolvido. (Becker e Cabral, 2017). Em suma, sugere-se como possibilidade de trabalhos e pesquisas futuras outras reflexões, análise sobre os princípios e sobre as ações junto à docência com estudantes de graduação do curso de Gestão para Liderança e Inovação – GIL. REFERÊNCIAS ALBRECHT, Karl. Inteligência Social. São Paulo: M. Books, 2006. BACICH, Lilian e MORAN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora. Porto Alegre: Penso, 2018. BECKER, Janaína P. L. e CABRAL, patrícia M. F. Princípios da liderança jesuítica na formação de líderes: reflexões sobre a história do (per) curso de graduação em Administração – gestão para inovação e liderança (UNISINOS). MOUSEION, Canoas, n.28, dez. 2017, p. 83-97. ISSN 1981-7207. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas. 3. ed. totalmente rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. MEIER, Marcos e GARCIA, Sandra. Mediação da aprendizagem: contribuições de Feuerstein e de Vygotsky. Curitiba: Edição do autor, 2007 MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. 16. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 2007. PIMENTA, Selma G. e LIMA, Maria S. L. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2004. nnnnnnnnnnbbbbbbbbbbbbbbbaaaaaaaaaaaaaaaaaaacccccccckkkkkkkkkkkkkkkkkkkpppppppppppppppp INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por propósito compartilhar a experiência vivida junto ao Estágio de Docência realizado na Oficina de Liderança do Curso de Gestão para Inovação e Liderança (GIL) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), bem como estimular a reflexão sobre o papel docente diante da formação jesuíta e de liderança juvenis. A apropriação e as análises feitas acerca do estágio perpassam pelo planejamento de ensino da disciplina, pelas competências gerais básicas que a Oficina se propõem, planejamento das aulas, estudo prévio da bibliografia recomendada, prática e trocas constantes com a professora titular da disciplina. É na sala de aula, enquanto docente, que ocorre a entrega do produto final de todo o processo, de toda engrenagem, de todo aprendizado. “É no contexto da sala de aula, da escola, do sistema de ensino e da sociedade que a práxis se dá”. (Pimenta e Lima, 2004, pg. 45). O estágio de docência tem um importante papel na formação continuada do professor, na construção da identidade, no confronto com as representações e com as demandas sociais, possibilitando a reflexão e análise crítica do seu ofício enquanto ator e autor desse processo. Ademais, a troca constante com os alunos do GIL nos instiga a enfrentar desafios, de sair da zona de conforto e encarar o contexto no qual estamos inseridos, a filosofia que embasa a prática da instituição UNISINOS e o objetivo específico que o Curso GIL suscita e busca alcançar. Palavras-chave: Estágio. Docência. Liderança.
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