85 Eixo I - Currículo, docência e políticas educacionais Coord.: Daianny Madalena Costa Ijaiza Maria Benvindo da Paz Marques; Profª Dra. Maria Aparecida Marques da Rocha Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) Unidade Acadêmica de Pesquisa e Pós-graduação Ijapaz.psico2@gmail.com METODOLOGIA Tendo em vista os caminhos que a pesquisa percorreu, numa perspectiva teórica e de método de investigação adotado, optou-se pelo uso da pesquisa qualitativa, que se faz mais adequado, pois estuda as acepções e pontos de vistas dos entrevistados em relação a saúde mental e a prática docente, uma vez que os objetivos atravessam a necessidade de compreensão e apreensão da realidade do campo de pesquisa e do objeto de estudo no tocante à sua saúde mental e os desafios no processo de ensino nas séries inciais do Ensino Fundamental. Quanto aos seus objetivos, a pesquisa apresenta uma abordagem exploratória, segundo Triviñios (1987). Utilizou-se a entrevista semiestruturada, de acordo com Gil (2002). Para a análise dos dados, usou-se o método análise de conteúdo, conforme Moraes (1999). CONSIDERAÇÕES FINAIS A saúde mental é fundamental para o bem-estar e o desempenho de todos os indivíduos, inclusive dos professores. Portanto, a docência pode ser uma profissão desafiadora e estressante, pois os professores lidam com diversas demandas emocionais, cognitivas e sociais no seu dia a dia. Nesse sentido, a saúde mental dos professores é um fator importante para garantir a qualidade do ensino e a satisfação no trabalho. Porém, muitos problemas de saúde mental, como estresse, ansiedade, depressão, etc, podem afetar a capacidade dos professores de desempenhar suas funções adequadamente e ter um impacto negativo na sua saúde física e emocional. É essencial que os professores tenham acesso a apoio e recursos para cuidar de sua saúde mental, como programas de suporte emocional, acesso a aconselhamento psicológico, tempo para autocuidado e práticas de relaxamento. Além disso, a promoção de um ambiente de trabalho saudável e de relações interpessoais positivas também pode contribuir para a saúde mental dos professores. REFERÊNCIAS GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2002. MORAES, R. Análise de conteúdo. Revista Educação, Porto Alegre, v. 22, n. 37, p. 7-32, 1999. NÓVOA, António; BANDEIRA, Filomena. Evidentemente: histórias da educação. 2005. TRIVIÑIOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos dados se deu a partir das entrevistas realizadas com oito (08) professores de instituições filantrópicas, sendo todos do 3º e 4º Ano do Ensino Fundamental . A amostragem da pesquisa deu-se de forma aleatória, por meio de sorteio, tendo em vista que essa quantidade respondeu as intencionalidades do estudo. Por meio da entrevista foi possível identificar aspectos qualitativos pertinentes para o desenvolvimento da pesquisa. Os gráficos apresentados neste tópico, correspondem aos resultados que contemplam a etapa de coleta dos dados, considerando as entrevistas semiestruturadas, processo que iniciou-se com a anuência das gestoras das duas escolas e a participação dos professores nas experiências propostas nesta pesquisa. No gráfico a seguir será apresentado o que, no contexto de trabalho, os proffessores acham que afeta a sua saúde mental. INTRODUÇÃO As mudanças na educação ao longo dos anos têm sido significativas e abrangem uma variedade de aspectos, como métodos de ensino, tecnologia na sala de aula, abordagens pedagógicas, currículos e inclusão. Sendo assim, muitos são os fatores relacionados ao processo de ensino e entre eles pode-se destacar o adoecimento mental do docente. Neste estudo buscou-se investigar os desafios da saúde mental do docente no processo de ensino, com vistas à promoção da saúde e bem-estar do docente que atua nas séries iniciais do Ensino Fundamental, em escolas filantrópicas da Rede Jesuíta de Educação de Teresina. Bom como conhecer os fatores que desencadeiam o adoecimento mental do docente; relacionar as exigências do ato de ensinar e os sentimentos mobilizados no docente no fazer pedagógico e compreender de que forma a saúde mental do docente pode interferir no processo de ensino; investigar o papel da Gestão Escolar em relação a saúde mental dos docentes; e como produto do mestrado profissional, elaborar e propor um fluxo de apoio interno, junto às lideranças das instituições pesquisadas, com orientações básicas para fortalecer ações de prevenção e promoção da saúde mental do docente. Nessa perspectiva, percebe-se que muitos são os impactos psicológicos causados por essa mudança na educação, principalmente no fazer docente, porém, ainda não se consegue ver a dimensão dos resultados para a saúde mental desses profissionais, diante da complexidade do tema e da pouca informação a respeito do mesmo. A saúde mental dos professores desempenha um papel crucial na formação dos alunos, pois afeta diretamente a qualidade do ambiente de aprendizado e o relacionamento entre educador e aluno. Entende-se que uma boa saúde mental, favorece para que se tenha mais aptidão para lidar com o estresse e as demandas do trabalho, o que pode resultar em um ambiente de sala de aula mais positivo e acolhedor. SAÚDE MENTAL DOCENTE: DESAFIOS NO PROCESSO DE ENSINO, EM ESCOLAS FILANTRÓPICAS DA REDE JESUÍTA DE EDUCAÇÃO Fonte: Elaborado pela autora a partir da entrevista respondida. No gráfico 1, apresenta as respostas dos professores, evidenciando-se a autocrítica. A auto crítica, numa perspectiva positiva , envolveria refletir sobre as práticas de ensino, identificar pontos fortes e áreas de melhoria, avaliar o impacto das abordagens pedagógicas no aprendizado dos alunos e estar aberto a feedbacks construtivos. Os professores que praticam a autocrítica teoricamente são mais propensos a adaptar suas estratégias de ensino, buscando oportunidades de desenvolvimento profissional e criar um ambiente de aprendizado mais eficaz e inclusivo. Mas, do ponto de vista negativo, é a autocrítica que também pode afetar a saúde mental dos docentes quando se vislumbra um resultado que não se alcança, mesmo que ele reconheça que há variáveis que não estão sob sua responsabilidade. GRÁFICO 2 – Saúde mental e o trabalho docente Fonte: Elaborado pela autora a partir da entrevista respondida. GRÁFICO 1 – Saúde mental e o trabalho: o que me afeta
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